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    Direitos Humanos

    #29M: Movimentos populares convocam atos contra Bolsonaro em todo Brasil

    Além de justiça pelas 450 mil mortes por Covid-19 no país, atos cobram emprego, saúde e medidas protetivas durante a pandemia
    maio 28, 2021Nenhum comentário3 min para ler
    Organizadores recomendam o uso constante de máscaras PFF2 e N95, de álcool em gel e o distanciamento mínimo de dois metros entre os manifestantes. (Foto: Elineudo Meira/ @fotografia.75)

    Organizações estudantis, sindicatos e movimentos populares prometem ir às ruas no próximo sábado (29) para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As manifestações estão previstas para acontecer em mais de 130 cidades das cinco regiões do Brasil e até mesmo fora do país, como por exemplo, em Nova Iorque, Paris, Berlim, Lisboa e Barcelona.

    Segundo Marcos Antônio Freitas de Araújo, integrante da Consulta Popular e da Frente Brasil Popular, o principal objetivo dos atos é cobrar justiça pelas mais de 450 mil vidas perdidas durante a pandemia de coronavírus no país.

    “A gente fica se perguntando quantas dessas vidas poderiam ter sido salvas se o Governo Federal tivesse apresentado um comportamento adequado diante da pandemia. Porque milhares dessas vidas de filhos, pais e mães de família poderiam ter sido preservadas se a gente, por exemplo, já tivesse começado a vacinar a nossa população desde ano passado”, comenta.

    Na pauta dos atos também estão a cobrança pelo auxílio emergencial de R$600, a proteção às pequenas empresas para garantia de emprego, a adoção e o estímulo por parte do Governo de medidas sanitárias como o uso da máscara, a higienização das mãos e o isolamento social, e – o principal – a vacinação em massa da população brasileira. Inclusive, um dos motes que tem sido repetido nas recentes manifestações é: “Vacina no braço e comida no prato!”

    Outro ponto importante dos protestos é a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e a luta contra a privatização de empresas públicas estratégicas para o desenvolvimento nacional como a Eletrobras e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

    Recomendações

    Sobre os riscos de promover manifestações no meio da pandemia de coronavírus, Marcos explica que os atos devem ocorrer em locais abertos e ventilados e que uma série de recomendações sanitárias tem sido lembradas pelos organizadores. A primeira delas é que só saiam para as ruas, as pessoas que não possuem qualquer tipo de comorbidade como, por exemplo, diabetes, doenças pulmonares, hipertensão ou idade avançada. Além disso, tem sido recomendados o uso constante de máscaras PFF2 e N95, de álcool em gel e o distanciamento mínimo de dois metros entre os manifestantes.

    Leia mais: Vacina no braço, comida no prato: atos #ForaBolsonaro ocorrem pelo país nesta quarta

    Ainda sobre o cenário atual da pandemia, Marcos lembra que: “Se um povo protesta e marcha em meio a uma pandemia, é porque seu governo é mais perigoso que o vírus. E o governo brasileiro provou que é muito perigoso! Nós estamos saindo para a rua por isso: por vacina, por comida, por emprego. Porque o Governo tem se mostrado incompetente. Não está protegendo a vida, nem protegendo o emprego e muito menos a economia” conclui.

    Confira o Guia de Redução de Danos para as manifestações em Tempos de Pandemia elaborado pelo Centro Acadêmico de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

    auxílio brasil fora bolsonaro protestos vacina
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    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

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