Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » André Mendonça assumirá vaga no STF ainda em dezembro
    Geral

    André Mendonça assumirá vaga no STF ainda em dezembro

    Após quase 5 meses de “geladeira”, novo ministro é aprovado em votação apertada no Senado
    dezembro 2, 2021Nenhum comentário4 min para ler
    Com 48 anos e servidor público desde 1997, André Luiz de Almeida Mendonça é o segundo ministro indicado ao STF por Bolsonaro (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta quinta-feira (2) que a posse de André Mendonça como novo ministro do Corte ocorrerá no próximo dia 16. O anúncio foi feito após reunião entre o Mendonça e presidente do tribunal, ministro Luiz Fux.

    Indicado por Jair Bolsonaro (PL) em agosto deste ano, Mendonça foi aprovado pelo Senado em sabatina realizada na última quarta-feira (1). Após cerca de oito horas de audiência, o ex-ministro da Justiça e ex-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) foi aprovado pelos senadores com 47 votos a favor e 32 contra, a votação mais baixa recebida entre os atuais ministros do Supremo. Para ter a indicação confirmada, o novo ministro precisava de pelo menos 41 votos.

    Mendonça ocupará a vaga deixada por Marco Aurélio Mello e assumirá mais de 900 processos que estavam sob relatoria do ministro aposentado em julho deste ano. Além disso, deve participar de julgamentos sobre temas caros ao Palácio do Planalto, como o bloqueio de perfis de apoiadores do governo nas redes sociais e prisão após condenação em segunda instância.

    Sabatina

    Durante a sabatina no Senado, o pastor licenciado da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) respondeu a questões polêmicas como a independência em relação ao atual presidente da República, o respeito ao Estado laico e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    Leia mais: Manobras, calotes e eleições: o que está em jogo na PEC dos Precatórios?

    Sobre a relação com Jair Bolsonaro, Mendonça garantiu que não afetará sua atuação como ministro. Segundo ele: “A única submissão de uma autoridade pública, em especial de um ministro do Supremo Tribunal Federal, é à Constituição da República”.

    No mesmo tom, o ministro descrito por Bolsonaro como “terrivelmente evangélico” fez questão de reforçar seu comprometimento com a democracia e o Estado laico.

    “Considerando discussões havidas em função da minha condição religiosa, faço importante ressaltar minha defesa do Estado laico. A igreja presbiteriana da qual pertenço, uma das diversas igrejas evangélicas de nosso país, nasceu no contexto da reforma protestante tendo como uma de suas marcas justamente a defesa separação entre igreja e do Estado”, pontuou.

    Ainda sobre o tema, Mendonça explicou que entende a “laicidade do Estado” como “a não perseguição e não concessão de privilégios por parte do Estado em relação a um credo específico ou a um grupo determinado de pessoas em função de sua condição religiosa”.

    “Ainda que eu seja genuinamente evangélico, entendo não haver espaço para manifestação pública religiosa durante as sessões do STF. Na vida, a bíblia. No Supremo, a Constituição”, concluiu o teólogo, que ainda prometeu defender o “direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo”.

    Histórico

    Com 48 anos e servidor público desde 1997, André Luiz de Almeida Mendonça é o segundo ministro indicado ao STF por Bolsonaro. O primeiro foi o atual ministro Kassio Nunes Marques, empossado no início de novembro.

    Logo após as eleições de 2018, antes mesmo de assumir como presidente, Bolsonaro anunciou que indicaria Mendonça para o posto de de advogado-geral da União em 2018, em substituição à Grace Mendonça, que ocupou o cargo durante o governo de Michel Temer (MDB).

    Em 2020, Mendonça foi alçado a Ministro da Justiça e Segurança Pública depois que o ex-juiz Sérgio Moro resolveu se desligar do governo Bolsonaro. Durante a gestão à frente do ministério, o advogado teve seu nome vinculado à elaboração de um dossiê com informações de mais de quinhentos servidores federais e estaduais de oposição ao governo.

    Leia mais: Ex-ministro de Bolsonaro, Sergio Moro “volta à cena” da política eleitoral brasileira

    Em relação ao primeiro tema, o então ministro alegou que desconhecia os relatórios elaborados pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) e atribuiu a produção do dossiê à “atuação proativa da própria Diretoria de Inteligência” do ministério. Provocado a se manifestar sobre o caso, em agosto o STF proibiu a elaboração e veiculação do referido dossiê. A decisão contou com nove votos a favor e um contra, e a sessão foi marcada por críticas ao monitoramento de opositores pelo governo federal.

    Em 2021, Mendonça foi reconduzido à chefia da AGU, o que não o impediu de se envolver em novas polêmicas. Logo na primeira semana de abril, enquanto o Brasil registrava média de até três mil mortes de Covid-19 por dia, Mendonça foi ao STF defender a reabertura de templos religiosos. Na ocasião, o jurista argumentou que o fechamento de templos feria a liberdade religiosa e que os cristãos estariam dispostos a, inclusive, morrer pela fé.

    “Os verdadeiros cristãos não estão dispostos jamais a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”, declarou Mendonça em sessão do Supremo.

    Edição: Jaqueline Deister

    justiça Mendonça sabatina senado STF
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

    Posts Relacionados

    Domingo 4 é dia de votar: o que levar, o que é proibido e o que fazer na cabine

    Vota.AÍ é lançado como ferramenta de educação cívica para as eleições de 2026

    Sociedade Civil lança Manifesto em Defesa da Justiça e pela Reforma do Judiciário

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 14, 2026

    Fórum de servidores públicos tem publicações retiradas pelo TSE e denuncia censura na internet

    outubro 13, 2026

    Nunes Marques volta a autorizar canal de mobilização do Lula com 4 milhões de seguidores, após determinar sua retirada pela segunda vez

    outubro 12, 2026

    Jornalista brasileiro é impedido de entrar na Argentina por questionar o governo do Milei

    outubro 9, 2026

    Cinco estados e o DF terão segundo turno para governador, além da disputa à Presidência da República

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.