
Neste 2024, a Periferia em Movimento completa 15 anos de atuação. Mais de uma década pautades por muitas mudanças na forma de atuar, mas sem perder a essência do que acreditamos ser a nossa contribuição social por meio do fazer jornalístico.
O que talvez você não saiba é que este veículo de mídia de quebrada começou com uma pesquisa na universidade. “Periferia em Movimento” é o nome do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jornalismo apresentado por Aline Rodrigues, Sueli Carneiro e Thiago Borges, na Universidade de Santo Amaro (Unisa), em 2009.
A pesquisa analisa o papel da mídia ao construir estereótipos sociais sobre periferias, como os movimentos sociais são essenciais para garantir direitos nesses territórios e propõe formas de atuação para mídia baseadas nesses movimentos. O material pode ser lido aqui.
Além da prática jornalística e da atuação nos territórios periféricos, nós produzimos conhecimento também.
Em 2019, por exemplo, a Periferia em Movimento participou da produção, execução e sistematização do Mapa do Jornalismo Periférico. A pesquisa do Fórum Comunicação e Territórios foi desenvolvida em parceria com a Desenrola e Não Me Enrola, Historiorama, Preto Império e as jornalistas e pesquisadoras Gisele Brito e Mariana Belmont. O trabalho traça um panorama das iniciativas de comunicação na cidade de São Paulo, analisando como se deu a fundação de cada uma, as motivações, formas de atuação e desafios para continuidade do trabalho. Os resultados da pesquisa podem ser vistos aqui.

Já em 2021, fomos responsáveis pela sistematização das práticas de educação de coletivos e grupos do Grajaú (Extremo Sul de SP) reunidos na UniGraja – Universidade Livre do Grajaú para a publicação “Coletivos, mulheres e crianças em movimento: na pandemia, do podcast ao livro”, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). O texto aborda a atuação em rede de coletivos da região em uma obra que discute a ação em meio à pandemia de Covid-19 e pode ser acessado aqui.
Esses e outros trabalhos acadêmicos dos quais participamos estão disponíveis na seção “Biblioteca” da nossa página: periferiaemmovimento.com.br
Acreditamos que o jornalismo de quebrada, suas práticas e contribuição social precisam estar cada vez mais presentes nas universidades, mas também nos becos e vielas, no almoço em família e na mesa do bar. Por isso, circulamos nesses diferentes espaços, apresentando nosso olhar e dando a nossa contribuição nessas conversas.
Edição: Filipe Cabral
