Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » Câmara aprova relatório que responsabiliza o Estado brasileiro pelas mortes de Bruno Pereira e Dom Philips
    Direitos Humanos

    Câmara aprova relatório que responsabiliza o Estado brasileiro pelas mortes de Bruno Pereira e Dom Philips

    Documento traz uma série de recomendações para proteção dos povos do Vale do Javari e será entregue à equipe de transição do governo Lula e a organismos internacionais
    dezembro 2, 2022Nenhum comentário4 min para ler
    O indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Philips (Foto: Reprodução)

    Redação

    A comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar a investigação do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips aprovou por unanimidade, na última quarta-feira (30), o relatório final da deputada federal Vivi Reis (Psol/PA) que responsabiliza o Estado brasileiro pela morte do indigenista brasileiro e do jornalista inglês.

    Bruno e Dom foram brutalmente assassinados no dia cinco de junho na região do Vale do Javari, no estado do Amazonas, próximo à fronteira com o Peru. A comissão da Câmara foi criada 10 dias após o desaparecimento das vítimas para acompanhar, fiscalizar e propor providências acerca do crime.

    Além de apontar o Estado brasileiro como responsável pelas mortes de Bruno e Dom, o relatório final destaca que a atual gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai) não atuou no cumprimento de sua função institucional, dificultando o trabalho dos servidores e desrespeitando a atuação das pessoas que buscam proteger o território indígena do Vale do Javari.

    Com cerca de 100 páginas e dividido em seis partes, o documento indica que Bruno e Dom foram vítimas de uma rede de associações criminosas que atua na região e movimenta montantes vultuosos, a partir de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a pesca ilegal do pirarucu em grande escala. Segundo a deputada Vivi Reis, autora do relatório, as atividades ilegais na região são de conhecimento de autoridades públicas e as mortes da dupla poderiam ter sido evitadas.

    “Infelizmente, é mais uma tragédia anunciada na Amazônia e, se nada for feito, outras tragédias irão ocorrer. É urgente tomar medidas de proteção para os indígenas, servidores e representantes de entidades indigenistas locais, da mesma forma que é preciso concluir as investigações e, após o devido processo criminal, responsabilizar os executores, os mandantes e os financiadores”, defendeu a parlamentar do Psol.

    Relatório

    Produzido em parceria com o Senado, o relatório final da comissão apresenta um resumo cronológico das investigações e recomenda uma série de recomendações aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para responsabilizar os envolvidos no crime e garantir a integridade física, a segurança e a vida de indígenas, indigenistas e servidores da Funai.

    Para a construção do documento, foram ouvidos indígenas, indigenistas, parentes das vítimas, servidores da Funai e outras autoridades, além da realização de visitas técnicas em Atalaia do Norte, município no interior do estado do Amazonas, região onde Bruno e Dom foram assassinados.

    Leia mais: “Omissão”: Justiça cobra que União reforce as buscas por jornalista e indigenista desaparecidos no Amazonas

    O relatório, inclusive, contradiz o discurso inicial de autoridades governamentais que afirmavam que os crimes se tratavam de um caso isolado praticado por pescadores de menor porte e afirma que os delitos na região “envolvem uma rede milionária interligada à pesca ilegal e a outros delitos praticados no território indígena”.

    De acordo com os deputados da Comissão, o documento será entregue à equipe de transição governo Lula. Entre as principais recomendações indicadas no relatório estão: a imediata elaboração e implementação de um Plano Emergencial para Ações de Proteção Territorial no Vale do Javari; e a criação, na próxima legislatura, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a rede de organizações criminosas que atua na região e as medidas que o Estado brasileiro tem deixado de adotar.

    Os deputados da comissão externa também devem indicar ao Ministério das Relações Exteriores o desenvolvimento de ações conjuntas com os governos da Colômbia e do Peru para enfrentar os crimes praticados na região do Vale do Javari.

    “Iremos encaminhar uma cópia do relatório para organismos internacionais, na perspectiva de que a pressão internacional nos ajude a garantir que os direitos dos povos da Amazônia sejam garantidos e nossas lideranças permaneçam vivas e em segurança”, explicou Vivi Reis.

    Julgamento

    A Justiça Federal marcou para os dias 22, 23 e 24 de janeiro de 2023 as audiências de instrução e julgamento dos três acusados pelas mortes de Bruno Pereira e Dom Philips: Amarildo da Costa Oliveira (o “Pelado”), seu irmão, Oseney da Costa Oliveira (o “Dos Santos”), e Jefferson da Silva Lima (o “Pelado da Dinha”).

    Leia mais: Suposto mandante do assassinato de Bruno Pereira e Dom Philipps pode sair da cadeia este mês

    O Ministério Público Federal (MPF) acusa o trio por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáveres. Segundo a Polícia Federal, os acusados fariam parte de um grupo de ribeirinhos das comunidades São Gabriel e São Rafael, localizadas no município de Atalaia do Norte, na divisa com a Terra Indígena (TI) Vale do Javari que seria seria responsável por invasões e pesca predatória de pirarucus e tracajás na região. De acordo com a polícia, Bruno e Dom teriam virado alvos dos criminosos por denunciarem tais práticas às autoridades.

    *com informações da Amazônia Real

    Edição: Jaqueline Deister

    amazônia assassinato bruno e dom crime punição
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

    Posts Relacionados

    Concurso nacional de jornalismo homenageia Dom Phillips e Bruno Pereira e fortalece comunicação em defesa da Amazônia

    A Cúpula dos Povos: Unindo vozes pela justiça climática na COP-30

    Cerimônia de Abertura da COP 30 é marcada por urgência das ações e cobrança por participação

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 7, 2026

    PODCAST | Segurança em primeiro lugar: o que a ciência diz sobre os métodos de aborto

    outubro 6, 2026

    Segundamente conversa sobre resultado do primeiro turno das eleições e possibilidades para o segundo

    outubro 5, 2026

    Rádio Comunitária de Independência (CE) realiza cobertura das eleições com destaque para candidaturas da região

    outubro 5, 2026

    Presidente Lula Da Silva e Flávio Bolsonaro vão ao 2º turno das eleições 2026

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.