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    Centrais sindicais prometem parar o país na sexta-feira (14)

    junho 13, 2018Atualização:abril 22, 2021Nenhum comentário3 min para ler
    https://www.radiotube.org.br/audio_novo.php?a=https://d1pf7bljyxxy7j.cloudfront.net/radiotube/167D4j8fQwFPZ45g3O.mp3

    Na próxima sexta-feira (14)  trabalhadores de diversas categorias irão paralisar as atividades contra os retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). A chamada Greve Geral foi convocada pelas centrais CUT, CTB, Conlutas, Força Sindical e Intersindical. O movimento conta com o apoio da Frente Brasil Popular e Povo sem Medo.

    As manifestações ocorrerão na capital federal e em mais 24 estados. Em várias cidades do país os rodoviários anunciaram que também irão parar. Em cidades como São Paulo (SP), Porto Alegre (SP), Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), a paralisação se estenderá a trabalhadores que não aderiram à greve.

    No estado do Rio, 43 entidades anunciaram que estarão compondo a Greve Geral. Uma das organizações com peso de mobilização que estará no movimento também serão os petroleiros. Ao todo, 13 sindicatos que compõem a Federação Única dos Petroleiros (FUP) irão cruzar os braços no próximo dia 14.

    Para José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, os atos dos dias 15 e 30 de maio que levaram milhões de pessoas às ruas em todo o país em defesa da educação pública e contra a reforma da previdência funcionaram como um esquenta para esta sexta-feira.

    “Só iremos conseguir reverter esse processo de retrocesso com o povo nas ruas, por isso as manifestações de 15 e 30 de maio foram tão importantes, porque depois de algum tempo de apatia, a gente conseguiu colocar um número expressivo de pessoas nas ruas a partir do momento que o governo traz a redução dos gastos nas universidades públicas, o que é um complemento da medida provisória que virou lei e congelou os gastos públicos por 20 anos”, destaca.

    Para o petroleiro, o momento será também de defesa da soberania do país contra o projeto de privatização do governo que atinge grandes empresas nacionais. O coordenador da FUP aponta ainda que as manifestações estarão com um estímulo a mais após as denúncias do The Intercept contra o Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

    “Tenho a clareza que os vazamentos feitos das notícias, das conversas de Moro com Dallagnol servem para ‘apimentar’ ainda mais a greve do dia 14 mostrando que tudo que estamos vivendo no país foi orquestrado por um grupo de irresponsáveis que fraudaram a eleição, porque se foi tudo de caso pensado, eles tiraram o presidente Lula , que era favorito a ganhar as eleições do processo eleitoral. E retirar Lula significa impor uma agenda neoliberal, que massacra a classe trabalhadora, que criminaliza os movimentos sociais, que retira direito do povo brasileiro e a gente tem a expectativa positiva. Estamos confiante que o 14 de junho tem tudo para ser um divisor de águas nessa relação não só com o governo, mas também com o Congresso Nacional”, declara.

    Confira os locais de mobilização.

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