REDAÇÃO
O Serviço Geológico Colombiano (SGC) informou que já foram registradas 99 réplicas desde o terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu a Colômbia, Equador e Panamá, na manhã da última segunda-feira, 10 de agosto. Segundo a entidade, esses movimentos fazem parte da atividade sísmica esperada após um sismo dessa magnitude e ocorrem enquanto continua a liberação de energia na região afetada. Ainda assim, não é possível prever quando ocorrerá uma nova réplica nem qual será sua intensidade.
De acordo com o SGC, as réplicas podem continuar por dias, semanas ou até meses, já que, após a ruptura que provoca o terremoto principal, as áreas próximas à zona de fratura continuam se ajustando e liberando energia até atingir um novo equilíbrio. Enquanto isso, a atividade sísmica permanece sob vigilância permanente da Rede Sismológica Nacional, que opera 24 horas por dia com mais de 200 estações distribuídas pelo território colombiano.
O terremoto
O sismo teve seu epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, um dos mais afetados pela tragédia, junto com os departamentos de Valle del Cauca, Risaralda e Caldas, localizados nas regiões sudoeste e central da Colômbia. O terremoto causou pelo menos 265 mortes, 3.494 feridos e graves danos materiais. Além disso, há 496 pessoas desaparecidas até o momento e 25.872 famílias afetadas, segundo dados divulgados pelo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella.
O chefe do Estado, decretou luto nacional de três dias em homenagem às vítimas do terremoto. A medida determina que a bandeira nacional seja hasteada a meio mastro em prédios públicos, embaixadas e consulados colombianos no exterior. No decreto oficial, o governo colombiano afirma manifestar, em nome do povo colombiano, sua profunda dor pelo falecimento das pessoas que perderam a vida em decorrência do movimento sísmico, solidarizando-se com o luto das famílias e amigos das vítimas. Na ocasião, De La Espriella anunciou o uso do estado de Emergência Econômica “mecanismo que contempla a Constituição, para poder enfrentar esta crise como corresponde”.
Solidariedade internacional
O Mercosul manifestou, nesta quarta-feira, sua solidariedade com a Colômbia após o terremoto, além de transmitir sua disposição para colaborar nas tarefas de resgate, assistência e recuperação. A informação consta em um comunicado divulgado pelo bloco, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e que tem a Colômbia entre seus Estados associados.
No texto, os Estados-parte do Mercosul e os Estados associados manifestam solidariedade com o povo e o governo da “irmã República da Colômbia” diante do grave terremoto ocorrido na segunda-feira. O comunicado expressa ainda condolências sinceras aos familiares das vítimas e desejos de rápida recuperação aos feridos, além de reafirmar a importância de uma resposta unida e solidária diante de emergências e catástrofes na região.
A ajuda internacional à Colômbia tem chegado de diversas partes do mundo, com equipes de resgate e apoio humanitário sendo mobilizados por países como Espanha, Estados Unidos, México, Equador, El Salvador e Peru, enquanto as autoridades colombianas seguem concentradas nas operações de busca por sobreviventes e na avaliação dos danos causados pelo desastre, considerado um dos terremotos mais fortes da história recente do país.
Organizações colombianas sugerem que as doações internacionais e ajudas de outros países sejam canalizadas por meio da Cruz Vermelha na sua cidade.
Também o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) realiza campanha para receber doações e ajuda. Esses recursos, indica o órgão internacional, “será direcionado para o que é mais necessário: abrigo, água potável, alimentos, assistência médica e apoio à saúde mental. AS doações podem ser realizadas na página do OCHA neste link

