Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » Artigo | Como combater o feminicídio?
    Colunas

    Artigo | Como combater o feminicídio?

    Artigo exibe contradições entre avanços e falta de sustentabilidade de políticas públicas
    março 6, 2026Nenhum comentário3 min para ler
    Leis de proteção e ampliação de direitos precisam de continuidade e do compromisso de gestores e gestoras (Foto: Roberto Parizotti/CUT)

    Por Geralda Cunha*

    Somos mulheres. Somos 51,5% da população brasileira (IBGE/2022). Somos a parte mais empobrecida! As que estão em condições de maior vulnerabilidade. As políticas públicas pensadas para erradicar a pobreza no Brasil precisam priorizar as MULHERES. As conquistas obtidas por nós neste último século são inegáveis, mas estão longe de significar garantias de direitos, numa sociedade forjada no patriarcado, que teima, insiste em ser indiferente as desigualdades e segue desrespeitando, usurpando e nos matando!

    Em que pese ao longo dos últimos 20 anos o Brasil ter avançado na instituição de leis que punem os crimes de violência doméstica, feminicídio, estupro, entre outros, as mulheres continuam morrendo! Existe hoje em curso no Brasil uma verdadeira epidemia.

    O feminicídio foi naturalizado. No ano de 2025, foram 1470 casos, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Significa dizer que quatro mulheres foram mortas por dia, simplesmente por serem mulheres. Em Goiás, foram 59 mortes, com um crescimento de 6% em relação ao ano de 2024.

    Se não bastassem os casos de feminicídios, outro crime que está se tornando comum, é aquele em que o homem agressor, não satisfeito em violentar a vítima de forma direta, opta por atingir terceiros, pessoas próximas a ela (normalmente filhos), para infligir sofrimento e violência à mulher/vítima, que seria o verdadeiro objetivo da agressão. É a VIOLÊNCIA VICÁRIA!

    Recentemente um caso abalou Goiás e todo o Brasil. A tragédia causou uma comoção geral e um linchamento virtual contra a mulher, em função de como, parte da mídia tratou o caso, tentando culpá-la pelos crimes que não cometeu! Na verdade, ela, a principal vítima!

    Visando combater tal epidemia, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Combate ao Feminicídio, uma importante ação para a mudança da cultura de violência e morte, em que estamos enredadas! Porém, não é demais dizer, que de nada adiantará tal iniciativa, se não houver um compromisso efetivo da sociedade. É preciso mudar inclusive, o olhar dos gestores e gestoras frente aos órgãos de defesa e garantia dos direitos das mulheres.

    Ações como as que estão sendo lançadas agora, sofrem com a descontinuidade e inconsistência: em pouco mais de 30 anos, aqui em nosso estado, secretarias de mulheres foram criadas e extintas!

    Delegacias especializadas foram criadas sem condições de atendimento digno; Centro de Atendimento às Vítimas foi criado e extinto; escolas foram impedidas de trabalhar com temáticas sobre educação de gênero previstas na LDB; disciplinas de direitos humanos/gênero foram colocadas e retiradas nos currículos dos operadores da segurança pública, que atuam na linha de frente no atendimento às vítimas; a Casa da Mulher Brasileira de Goiânia lançada por dois mandatos municipais, ainda não saiu do alicerce.

    O combate ao feminicídio exige compromisso efetivo, com investimentos na mudança de cultura, pelo viés da educação e nos mecanismos de prevenção e combate à violência doméstica. Nunca foi tão atual e necessária a afirmação da feminista Rose Marie Muraro: “Devemos mostrar que a violência contra a mulher é mais importante que a violência contra o homem, porque é a primeira violência que a criança vê desde que nasce e a partir daí ela aceita todas as violências”!

    * Artigo publicado originalmente no jornal O Popular

    deam feminicídio mulheres políticas públicas
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Geralda Cunha

    Mãe do Benke Ianomami e da Rayi Kena, é radialista, jornalista, mestra em Educação e especialista em Comunicação Pública, assessoria de Comunicação e Gestão Escolar. Produtora e apresentadora do podcast "Prosa, Mulher e Política", é também ativista pelos Direitos Humanos, militante na comunicação popular e integrante da Associação Mulheres na Comunicação.

    Posts Relacionados

    Dia da Amazônia: ação climática enfrenta desafios nas cidades e nos territórios e mantém dívida com as mulheres

    Candidaturas negras avançam e se aproximam de perfil racial do país

    Manifesto propõe guia contra revitimização na cobertura de feminicídios

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 7, 2026

    PODCAST | Segurança em primeiro lugar: o que a ciência diz sobre os métodos de aborto

    outubro 6, 2026

    Segundamente conversa sobre resultado do primeiro turno das eleições e possibilidades para o segundo

    outubro 5, 2026

    Rádio Comunitária de Independência (CE) realiza cobertura das eleições com destaque para candidaturas da região

    outubro 5, 2026

    Presidente Lula Da Silva e Flávio Bolsonaro vão ao 2º turno das eleições 2026

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.