Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » CPI: Wajngarten se contradiz sobre Pfizer e mente sobre declarações que fez à Veja
    Geral

    CPI: Wajngarten se contradiz sobre Pfizer e mente sobre declarações que fez à Veja

    Ex-chefe da Secom revolta senadores ao minimizar falas negacionistas de Bolsonaro e críticas recentes que fez a Pazuello
    maio 12, 2021Nenhum comentário8 min para ler
    À mesa, em pronunciamento, ex-secretário especial de Comunicação Social da presidência, Fabio Wajngarten. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

    Via Brasil de Fato

    Chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência até março de 2021, Fabio Wajngarten causou perplexidade em senadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid em depoimento nesta quarta-feira (12).

    Wajngarten foi chamado a depor após uma entrevista que concedeu à revista Veja, na semana passada, atribuindo o atraso na compra de vacinas à “ineficiência” do Governo Federal – mais especificamente, ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

    Além de não assumir as declarações feitas à revista, o ex-secretário elogiou Bolsonaro e Pazuello, evitou respostas objetivas e se contradisse sobre negociações de vacinas com a empresa estadunidense Pfizer.

    “A manchete serve para vender revista, trazer audiência e chamar atenção”, declarou, minimizando suas próprias afirmações à imprensa.

    A postura foi criticada por senadores, e a sessão precisou ser interrompida durante as perguntas do relator Renan Calheiros (MDB-AL), até que se acalmassem os ânimos.

    O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), repreendeu o depoente após as respostas contraditórias: “Senhor Fabio, você só está aqui por causa da entrevista à Veja. Se não, a gente nem lembraria de você. Por favor, não menospreze a nossa inteligência”.

    Aziz sugeriu suspender a sessão até a revista fornecer a gravação do áudio da entrevista, sem cortes. A sugestão não foi acatada pelos demais senadores, e a sessão que começou as 10h se estendeu ao longo da tarde. Sobre a necessidade de pedir o material à Veja, houve consenso.

    Nesta quarta-feira (12), após a negativa de Wajngarten, a revista Veja disponibilizou o áudio do ex-titular da Secom.

    Ao ser questionado pelo repórter da revista se havia negligência ou incompetência do ex-ministro da Saúde em relação à compra da vacina, Wajngarten é enfático: “Incompetência, incompetência”.

    “Quando você tem um laboratório americano, com cinco escritórios de advocacia apoiando na negociação e você tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é 7 a 1”, diz o ex-secretário no áudio divulgado pela revista.

    Diante das mentiras contadas pelo ex-secretário, os senadores Calheiros e Fabiano Contarato (Rede-ES) pediram a prisão do depoente por violação flagrante do artigo 342 do Código Penal. O pedido foi rejeitado pelo presidente da CPI.

    A sessão foi interrompida após um bate-boca entre os senadores Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Calheiros. O filho do presidente chamou o relator de “vagabundo”, ao que o senador alagoano respondeu: “Vagabundo é você que roubou dinheiro no seu gabinete”, em referência ao esquema das “rachadinhas”.

    Confira o que disse de Wajngarten sobre os principais temas:

    Negacionismo de Bolsonaro

    Embora fosse responsável pela comunicação da Presidência da República, o ex-chefe da Secom disse que não tem nenhuma responsabilidade sobre as declarações recorrentes de Bolsonaro contra a vacinação e contra medidas sanitárias de prevenção ao coronavírus.

    “Os atos do presidente pertencem a ele. Não posso imaginar o que passava pela cabeça dele no momento em que falou isso”, disse Wajngarten.

    “Eu não conversava com ele sobre isso. Pergunte a ele [quem o orientava]”, completou.

    Questionado sobre o vídeo “O Brasil não pode parar”, que desencorajava os brasileiros a ficarem em casa para prevenir o coronavírus, em março de 2020, Wajngarten afirmou:

    “Não tenho certeza se esse vídeo é de autoria da Secom ou se circulou de forma orgânica.” Quando o vídeo circulou, em março de 2020, o então secretário disse que estava isolado em casa e afastado do cargo, justamente por ter contraído a Covid.

    O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou então que, no dia seguinte à circulação daquele material, a Secom disse que se tratava de uma “campanha experimental” – ou seja, assumiu responsabilidade pelo vídeo negacionista. Wajngarten negou, mais uma vez, conhecimento sobre a produção do material.

    O ex-chefe da Secom disse, em seguida, que todas as peças – especialmente as “mais polêmicas” – tiveram anuência da Advocacia-Geral da União (AGU).

    Após o intervalo, por volta das 16h, Wajngarten trouxe novas informações sobre a campanha “O Brasil não pode parar”:

    “A campanha estava em fase experimental, de testes, e vídeos vazaram sem autorização em março de 2020. Foi um disparo acidental, e o ministro Luiz Eduardo Ramos assumiu a responsabilidade”, acrescentou.

    Outras campanhas publicitárias sobre a pandemia

    Wajngarten declarou ser “totalmente a favor” da adoção de protocolos como máscara e álcool gel contra o coronavírus, “acompanhando o que a medicina diz à época do conhecimento dos fatos”.

    Segundo ele, a Secom fez campanhas para “contrapor” e “complementar” declarações de Bolsonaro sobre vacinação. Wajngarten disse ainda que encomendou “inúmeras” peças recomendando máscaras, álcool gel e distanciamento social contra a Covid.

    Como exemplo, o ex-secretário citou uma campanha em que o garoto-propaganda é o apresentador Otávio Mesquita. O senador Renan Calheiros lembrou, então, que Mesquita é declaradamente contrário ao isolamento social.

    Wajngarten afirmou ainda que Bolsonaro nunca interferiu em campanhas publicitárias relativas à pandemia: “Se isso tivesse ocorrido, eu pegaria minha mala e voltaria para minha empresa, em São Paulo”.

    Ainda sobre o tema, Wajngarten disse desconhecer qualquer pagamento do governo federal a influenciadores digitais para divulgar informações sobre o suposto “tratamento precoce” com medicamentos sem eficácia comprovada.

    A “incompetência” de Pazuello

    O ex-secretário disse que sua relação com o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, era distante. “Poucas vezes conversei com ele. Não mais que um bom dia, um boa tarde, uma noite”, relatou.

    Embora tenha criticado a equipe de Pazuello por “incompetência”, como registrado na capa da revista Veja, Wajngarten não sustentou essa declaração na CPI. Pelo contrário, elogiou o ex-ministro.

    “Ele foi corajoso de assumir o Ministério da Saúde no pior momento possível. A incompetência dele, que eu quis dizer, foi ficar refém da burocracia. A morosidade na tomada de decisões, característica da gestão pública, torna-se um problema em situações excepcionais como a pandemia”, concluiu o ex-chefe da Secom.

    Os senadores concordaram que, assim que a revista fornecer a gravação completa da entrevista, Wajngarten pode ser reconvocado a depor na Comissão.

    Perseguição a jornalistas

    O ex-chefe da Secom disse à CPI não ter nenhuma relação com o aumento de ataques à imprensa no Brasil. Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, Jair Bolsonaro e seus filhos cometeram 460 ataques dessa natureza em 2020.

    Leia mais: Democracia violada: A reconstrução da censura no “Brasil profundo”

    “Precisamos analisar caso a caso. É muito difícil reagir quando são publicadas inverdades na imprensa. Mas garanto que nunca houve perseguição à imprensa”, afirmou.

    Negociações com a Pfizer

    As contradições mais evidentes de Wajngarten têm relação com as negociações com a Pfizer para compra de imunizantes. À Veja, o ex-secretário deu a entender que a incompetência do governo atrasou o acesso dos brasileiros à vacina.

    No início do depoimento, Wajngarten disse que se reuniu com a equipe do laboratório estadunidense.

    “Minha primeira reunião com o CEO da Pfizer foi em 17 de novembro. Ele disse que queria que o Brasil fosse a vitrine na América Latina da Pfizer, que naquele momento tinha a maior perspectiva de eficácia. Não discutimos valores e doses. O presidente Bolsonaro não participou”, relatou.

    “Sempre busquei mais vacinas, no menor prazo”, acrescentou.

    A fala causou estranhamento, uma vez que a compra de vacinas não têm relação com a secretaria de Comunicação da Presidência. Wajngarten, então, afirmou: “Não participei de nenhuma negociação com a Pfizer.”

    Perguntado sobre quem teria dificultado as negociações, o ex-secretário respondeu que não sabia. Além disso, declarou que entende as justificativas para a não aceitação da oferta, dadas as condições “draconianas” impostas pela fabricante.

    Wajngarten disse que uma carta de setembro da Pfizer a membros do governo brasileiro, oferecendo vacinas e pedindo celeridade, não foi respondida. Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e o ministro da Economia, Paulo Guedes, e Pazuello receberam aquela carta.

    “No primeiro momento que soube da inação em relação à carta da Pfizer, mergulhei de cabeça para tentar garantir vacinas aos brasileiros”, disse o ex-secretário.

    A carta teria chegado a Bolsonaro em 12 de setembro de 2020; Wajngarten se reuniu com o CEO da Pfizer em 9 de novembro. Ou seja, a oferta de vacinas ficou sem resposta do governo por quase dois meses.

    A negociação só avançou depois que o então chefe da Secom, sem relação com a pasta da Saúde, tomou a iniciativa de negociar com a fabricante. A compra foi autorizada pela Anvisa em fevereiro de 2021.

    “Levou seis meses, desde a carta da Pfizer, para que toda a cúpula do Ministério da Saúde fosse convencida da compra das vacinas”, ressaltou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

    O CEO da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, será um dos depoentes da CPI da Covid na quinta-feira (13), a partir das 10h.

    *Reportagem de Daniel Giovanaz do Brasil de Fato

    covid CPI pandemia politica senado
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Jaqueline Deister

    Editora da Agência Pulsar Brasil.

    Posts Relacionados

    Vota.AÍ é lançado como ferramenta de educação cívica para as eleições de 2026

    Dependência e endividamento aumentam pressão por limites às apostas on-line

    Relatório Violência Contra Povos Indígenas no Brasil – 2025: aumento de conflitos territoriais e ataques aos direitos indígenas

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 8, 2026

    Um caso a cada 9 horas: Brasil registrou 134 casos de violência política no 1º turno

    outubro 7, 2026

    PODCAST | Segurança em primeiro lugar: o que a ciência diz sobre os métodos de aborto

    outubro 6, 2026

    Segundamente conversa sobre resultado do primeiro turno das eleições e possibilidades para o segundo

    outubro 5, 2026

    Rádio Comunitária de Independência (CE) realiza cobertura das eleições com destaque para candidaturas da região

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.