Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » Decreto de Bolsonaro faz do Brasil “o paraíso dos agrotóxicos”, afirmam pesquisadores e organizações sociais
    Geral

    Decreto de Bolsonaro faz do Brasil “o paraíso dos agrotóxicos”, afirmam pesquisadores e organizações sociais

    Segundo a Campanha Contra os Agrotóxicos, decreto 10.833/21 é inconstitucional e incorpora “o que de mais crítico havia no Pacote do Veneno”
    outubro 29, 2021Nenhum comentário4 min para ler
    Com Bolsonaro, Brasil tem batido recordes de registro e aprovação de agrotóxicos com mais de 1.400 substâncias liberadas nos últimos dois anos (Fernando Frazão /Agência Brasil)

    Na última quarta-feira (27), a “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida” publicou uma nota técnica sobre os impactos à saúde humana, ao meio ambiente e à agricultura brasileira que serão gerados a partir da promulgação o Decreto Presidencial 10.833/21.

    Publicado no Diário Oficial da Uniuão (DOU) no dia 7 de outubro, sem qualquer consulta ao Congresso Nacional e à sociedade civil, o novo decreto de Jair Bolsonaro (sem partido) altera o Decreto 4.074/2002 que, por sua vez, regulamenta a Lei de Agrotóxicos (Lei 7.802/1989).

    De acordo com os 135 pesquisadores e pesquisadoras e as mais de 100 organizações e coletivos que assinam a nota técnica, ao flexibilizar a aprovação de agrotóxicos no país, inclusive de substâncias que são proibidas nos Estados Unidos e na Europa, o decreto de Bolsonaro “torna o mercado brasileiro o paraíso dos agrotóxicos mais tóxicos, ineficazes e obsoletos”. Conforme explica a nota, desde que o ex-capitão assumiu o Palácio do Planalto, o país tem batido recordes de registro e aprovação de agrotóxicos com mais de 1.400 substâncias liberadas nos últimos dois anos.

    Leia também: Violências contra povos indígenas do Brasil aumentaram em 2020, aponta relatório

    Ainda segundo os signatários da nota, além de seguir na contramão do que exigem os mercados consumidores internacionais, a norma editada pelo presidente é ilegal e inconstitucional. Primeiro porque “ultrapassa as competências do Poder Executivo (Capítulo II da Constituição Federal), imiscuindo-se nas do Poder Legislativo”. Em seguida, porque afronta “os incisos V e VI do artigo 170, que versam sobre a defesa do consumidor e do meio ambiente, e os artigos 196 (direito à saúde) e 225 (direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado) da Constituição Federal”.

    Pacote do Veneno

    Para as organizações envolvidas na “Campanha Contra os Agrotóxicos”, o Decreto 10.833/21 nada mais é do que uma nova roupagem para o chamado “Pacote do Veneno”, o Projeto de Lei 6.299/02 de autoria do ex-senador Blairo Maggi.

    Aprovado pelo Senado Federal e por Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o “Pacote do Veneno” encontra-se estacionado na Câmara e há anos tem sido alvo de críticas de pesquisadores e organizações sociais. As principais dizem respeito às propostas de: flexibilizar o registro de produtos associados À doenças incapacitantes, irreversíveis ou letais; retirar o poder de atuação das áreas de saúde e meio ambiente para gestão de aprovação de novos agrotóxicos; comprometer o acesso a informações importantes sobre o registro e os produtos usados no país; e deixar aberta a fabricação de produtos sem registro no Brasil.

    Leia também: Em meio à pandemia, Brasil registra o maior número de conflitos no campo dos últimos 35 anos

    Desde que o projeto de lei foi apresentado no Congresso, uma série de instituições governamentais e de ensino e pesquisa tem se manifestado contra a sua aprovação. Entre elas estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU) e até a Organização das Nações Unidas (ONU).

    Na internet, o manifesto contra o “Pacote do Veneno” e em favor da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) já conta com mais de 1,8 milhões de assinaturas.

    Contramão

    Para Karen Friederich, pesquisadora da Fiocruz e integrante do grupo temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), ao incorporar “o que de mais crítico havia no “Pacote do Veneno” o novo decreto de Bolsonaro representa mais um retrocesso que coloca o Brasil na contramão do esforço mundial pela produção saudável de alimentos.

    “As alterações trazidas pelo Decreto 10.833/21 são muito preocupantes. Dificultam o acesso à informações relevantes para a sociedade, mas, principalmente, permitem que sejam registrados no país produtos muito tóxicos para a saúde das pessoas, como agrotóxicos reconhecidamente cancerígenos, que causam problemas hormonais e reprodutivos, além de malformações em bebês”, explica a pesquisadora.

    A nota da “Campanha Contra os Agrotóxicos” lembra ainda que, na data de publicação do decreto presidencial “mais da metade dos lares brasileiros, ou 116,8 milhões de pessoas, se encontram sujeitos a algum grau de insegurança alimentar e 19 milhões de pessoas sofrem o desespero de não ter o que comer, isso equivale a cerca de 10% da nossa população em situação de insegurança alimentar grave”.

    Edição: Jaqueline Deister

    agrotóxico alimentação saúde veneno
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

    Posts Relacionados

    Segundamente: o que observar das propostas sobre saúde antes de decidir o voto?

    Dependência e endividamento aumentam pressão por limites às apostas on-line

    Novas regras para a produção e acesso à cannabis para a saúde

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 14, 2026

    Fórum de servidores públicos tem publicações retiradas pelo TSE e denuncia censura na internet

    outubro 13, 2026

    Nunes Marques volta a autorizar canal de mobilização do Lula com 4 milhões de seguidores, após determinar sua retirada pela segunda vez

    outubro 12, 2026

    Jornalista brasileiro é impedido de entrar na Argentina por questionar o governo do Milei

    outubro 9, 2026

    Cinco estados e o DF terão segundo turno para governador, além da disputa à Presidência da República

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.