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    Coberturas especiais

    Dia Mundial do Rádio: Unesco destaca a atuação de rádios independentes como “pilar para a construção da paz”

    Segundo a organização, a “autonomia com relação a influências comerciais, ideológicas ou políticas potencializa o rádio em seu papel de vetor que leva à paz”
    fevereiro 13, 2023Atualização:agosto 22, 2023Nenhum comentário4 min para ler
    Problemas como problemas relativos à área de abrangência e ao choque de frequências são apontados como principais por movimento de rádios comunitárias (Foto: Joseph Kebbie/Pixabay)

    Por Filipe Cabral

    Atualizada em 13/02/2022 às 19:27.

    “O aumento do apoio às rádios independentes deve ocorrer em reconhecimento à sua importância para a paz – e deve acontecer agora”. A frase faz parte do texto de apresentação da 12ª edição do Dia Mundial do Rádio, celebrado nesta segunda-feira (13) sob o tema: “O rádio e a paz”.

    Desde 2011, quando foi instituída pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a data tem como objetivo falar da importância do rádio, seu alcance e como ele pode colaborar para a construção da democracia.

    Leia também: Comitê Gestor da Internet no Brasil lista ações e diretrizes para a regulação de plataformas digitais no país

    Ao longo dos últimos 12 anos, o Dia Mundial do Rádio já abordou questões como igualdade de gênero, juventude, esporte, diversidade e confiança. Em 2023, conforme explica a própria Unesco, chegou a vez de destacar “o rádio independente como um pilar para a prevenção de conflitos e para a construção da paz”.

    Segundo a organização, o rádio continua sendo um dos meios de comunicação mais confiáveis e o mais consumido no mundo e, justamente por isso, deve ser reconhecido como “um meio poderoso para celebrar a humanidade em toda a sua diversidade” e “uma plataforma para o discurso democrático”.

    “Essa capacidade única de alcançar o público mais amplo significa que o rádio é capaz de moldar a experiência de diversidade de uma sociedade, assim como de ser uma arena para que todas as vozes se manifestem, sejam representadas e ouvidas. As estações de rádio devem servir a diversas comunidades e oferecer uma ampla gama de programas, pontos de vista e conteúdos, além de refletir a diversidade dos públicos em suas organizações e operações”, explica.

    Em tempos de guerras, conflitos e polarizações políticas, a Unesco também destaca o trabalho de mediação exercido pelos profissionais do rádio em relação às disputas de narrativas junto à opinião pública.

    “Em contextos de tensão distante ou imediata, os programas pertinentes e o trabalho independente de reportar notícias fornecem a base para uma democracia sustentável e para a boa governança, ao reunir evidências sobre o que está acontecendo, ao informar os cidadãos a respeito em termos imparciais e com base em fatos, ao explicar o que está em jogo e ao negociar o diálogo entre os diferentes grupos sociais”, acrescenta.

    Para reforçar a agenda da paz em 2023, na página do Dia Mundial do Rádio, a organização também disponibiliza uma lista de ideias para as emissoras celebrarem a data com o tema da edição deste ano e uma série de materiais de apoio como artigos, e áudios de vencedores do Prêmio Nobel da Paz, políticos e artistas.

    Independência

    Mais do que ressaltar o papel do rádio em geral como “pilar para a prevenção de conflitos e para a construção da paz”, no Dia Mundial do Rádio 2023 a Unesco destaca a importância do trabalho desenvolvido pelas rádios independentes no fortalecimento da democracia.

    Leia mais: Inscrições abertas para mais de 280 canais de rádios comunitárias em todo Brasil

    A organização observa que “não são as reportagens instantâneas de rádio que contribuem para a prevenção de conflitos e para a construção da paz, mas sim a responsabilidade dos profissionais do meio para com os cidadãos, a verificação de fatos, a precisão, as reportagens equilibradas e a investigação jornalística por trás de cada noticiário e de cada programa”.

    “A autonomia com relação a influências comerciais, ideológicas ou políticas potencializa o rádio em seu papel de vetor que leva à paz. Além disso, as variadas técnicas colaborativas dos programadores de rádio também reforçam a cultura do diálogo, por meio de programas e formatos participativos como participações ao vivo, talk shows e fóruns de ouvintes, entre outros; todos esses formatos oferecem oportunidades para se debater ao vivo questões latentes, inclusive divergências, de forma democrática”, detalha.

    Ainda de acordo com a Unesco, o apoio às rádios independentes deve ser encarado como “um investimento na paz” e, assim, ser incluído com mais frequência em estratégias de prevenção de conflitos e consolidação de cenários pacíficos. A organização, inclusive, elenca uma série de possibilidades de fortalecimento das emissoras.

    “O apoio pode ser fornecido de várias maneiras: por meio de financiamento de emergência ou assistência estrutural ao setor de rádio, com a promoção de legislação e regulamentação adequadas; pelo fomento do pluralismo e da diversidade do rádio; pela salvaguarda de sua independência; pela redução da cobrança de impostos; pela viabilidade financeira de modo geral, e assim por diante”, sugere.

    Edição: Jaqueline Deister

    comunicação dia mundial do rádio rádio unesco
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    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

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