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    Em menos de 1 ano, governo Bolsonaro aumenta a desigualdade de renda no país

    setembro 18, 2019Atualização:abril 16, 2021Nenhum comentário2 min para ler

    Análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta quarta-feira (18) revelou aumento na desigualdade de renda no Brasil em 2019, acompanhado de predomínio da informalidade e lenta recuperação do mercado formal. Portanto, no governo de Jair Bolsonaro (PSL), famílias de renda muito baixa estão diminuindo seus ganhos médios, enquanto a população mais rica teve uma alta salarial.

    Segundo o instituto, os rendimentos médios mensais das famílias mais ricas cresceram 1,52% na comparação com o segundo trimestre de 2018. Já para as mais pobres, houve queda de 1,43%. No primeiro semestre do ano, a população de renda alta já havia apresentado um crescimento de 2,48% em seus ganhos, enquanto os mais pobres só aumentaram em 0,1%.

    O Ipea atribui o impacto na desigualdade à inflação mais forte nas classes mais baixas, que são mais impactadas pelos reajustes de energia elétrica, tarifas de ônibus e medicamentos. O Ipea considera a população de renda muito baixa aquela que tem rendimentos inferiores a R$ 1.628,70. As renda alta são as famílias cujos ganhos superam R$ 16.391,58.

    A análise do Ipea também registrou aumento no número da população ocupada, em crescimento que voltou ao patamar pré-crise. O conceito de população ocupada engloba trabalhadores formais, no setores público e privado, informais, pejotas e quem vive de bico. O número de pessoa ocupadas no trimestre encerrado em julho deste ano foi de 93,6 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012. No entanto, empregos são majoritariamente na informalidade e de baixa renda.

    Os pesquisadores utilizaram duas bases de dados: Caged, cadastro de trabalhadores formais do Ministério do Trabalho, e a Pnad, pesquisa mensal de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Dados da Carta de Conjuntura divulgada pelo Ipea nesta quarta também revelaram que praticamente todas as novas vagas com carteira de trabalho assinada geradas no país em 2019 possuem uma remuneração máxima de até dois salários mínimos.

    Segundo o documento, apenas as duas primeiras faixas salariais (de até um e de até dois salários) possuem saldos positivos, ou seja, o número de contratações supera o de demissões no primeiro semestre do ano. Para os demais níveis salariais, mais altos, a dispensa de trabalhadores é maior que o total de admissões. (pulsar/revista fórum)

    *Reportagem completa na Fórum

     

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