
Após a corrida cambial que, em um só dia, levou o dólar de 870 para mais de mil pesos argentinos, o governo da Argentina lançou uma queixa por intimidação pública contra o economista de extrema-direita e principal candidato a presidente da oposição, Javier Milei.
Na última semana, em diversas entrevistas, o candidato que lidera a corrida eleitoral no país descreveu a moeda local como “excremento”. Milei também apelou para que a população não poupasse em pesos argentinos e afirmou que a economia argentina “vai explodir”. Após as declarações do político, o dólar chegou a atingir o valor recorde de 1.010 pesos argentinos.
As falas de Milei lhe valeram dezenas de críticas de todo o espectro político, bem como acusações por “incitamento à violência ou crime financeiro” e “terrorismo econômico”.
A Asociación Bancaria, sindicato que representa os trabalhadores das empresas bancárias do país, foi uma das organizações que repudiou publicamente as declarações do candidato à presidência, qualificando-as de “terrorismo eleitoral”. Segundo a associação, Milei “tem uma intenção clara de gerar ansiedade na sociedade e provocar deliberadamente uma crise, que afetaria não só os empregos de milhares de trabalhadores”, mas também todo o sistema financeiro.
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Além da queixa contra o candidato de oposição, o governo argentino também determinou a realização de uma série de pesquisas e ações policiais contra instituições financeiras que operam no mercado ilegal do dólar. De acordo com o governo, depois de meses de investigação, as forças de segurança do país conseguiram desmantelar a principal instituição financeira que operava no mercado ilegal do dólar, promovendo operações de câmbio informais e transferências de dinheiro para o estrangeiro.
Edição: Filipe Cabral
