Facebook Twitter Instagram
    Agência Pulsar Brasil
    Facebook Twitter Instagram Whatsapp
    Amarc
    • Editorias
      • Gênero
      • Direitos Humanos
      • Política
      • Meio Ambiente
      • Internacional
      • Opinião
      • Comunicação
      • Geral
      • Cultura
    • Quem somos
    • Colunistas
    • Notícias da Rede
    • Outras agências
    • AMARC
    Agência Pulsar Brasil
    Você está aqui:Início » MPF cobra apuração do assassinato de família de ambientalistas no Pará
    Direitos Humanos

    MPF cobra apuração do assassinato de família de ambientalistas no Pará

    Para o órgão, crimes “são de extrema gravidade e se inserem em um contexto de reiterados ataques a ambientalistas e defensores de direitos humanos no país”
    janeiro 17, 2022Nenhum comentário3 min para ler
    https://agenciapulsarbrasil.org/wp-content/uploads/2022/01/NOTA-MPF-AMBIENTALISTAS-PARA_versao-final.mp3
    Os ambientalistas Zé do Lago, Joene e Márcia foram assassinados em São Félix de Xingu. (Foto: Reprodução)

    O Ministério Público Federal (MPF) anunciou, na última sexta-feira (14), que acompanhará as investigações sobre o assassinato da família de ambientalistas ocorrido em São Félix do Xingu, região sudeste do Pará.

    José Gomes, conhecido como Zé do Lago, a esposa Márcia Nunes Lisboa e a filha Joene Nunes Lisboa foram encontrados mortos a tiros na última terça-feira (11) próximos à casa onde moravam na localidade conhecida como Cachoeira da Mucura, área rural de São Félix do Xingu. O casal vivia há 20 anos na região e desenvolvia um projeto ambiental de proteção de quelônios, repovoando as águas do rio Xingu com filhotes de tartarugas e tracajás.

    Para o MPF, os fatos envolvidos no triplo homicídio “são de extrema gravidade e se inserem em um contexto de reiterados ataques a ambientalistas e defensores de direitos humanos no país”. Ainda de acordo com o órgão, “no procedimento que abriu para acompanhar o caso, o MPF deve cobrar das autoridades providências e investigações céleres sobre os crimes”.

    Leia mais: Romaria dos Mártires da Floresta celebra a memória de ambientalistas assassinados no Pará

    A investigação dos assassinatos está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios do município de Marabá e do Núcleo de Apoio à Investigação da Polícia Civil de Redenção. Além do MPF, a investigação tem sido acompanhada por organizações de proteção aos direitos humanos como a Anistia Internacional, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).

    Segundo a Polícia Civil, nenhum suspeito foi identificado ou preso até o momento. As suspeitas iniciais são de que os autores do crime sejam pistoleiros, mas a motivação do crime ainda segue sob investigação.

    Violência

    Em nota pública divulgada na última quinta-feira (13), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e outras 57 organizações sociais informam que há anos o município de São Félix do Xingu é conhecido por “conflitos fundiários graves” e destacam a preocupação com “as limitações dos órgãos de segurança pública do Estado em esclarecer as responsabilidades e causas de muitos assassinatos ocorrido no campo paraense”.

    Leia mais: Escalada de violência contra povos indígenas marca a semana no sudoeste do Pará

    Com base em dados da CPT, o documento aponta que, nos últimos 40 anos, 62 trabalhadores rurais e lideranças comunitárias foram assassinados em conflitos de terra em São Félix do Xingu e até hoje nenhum caso foi resolvido pelas autoridades do sistema de Justiça.

    “Apenas no estado do Pará, nas últimas quatro décadas, a CPT já registrou 29 massacres com 152 vítimas. No mesmo período, 75 lideranças foram assassinadas no sul e sudeste do Estado”, acrescenta o texto.

    Ainda de acordo com as organizações que assinam a nota, os conflitos em São Félix do Xingu seriam motivados por ações de “grilagens de terras públicas, desmatamento ilegal voltado à atividade da pecuária extensiva, invasões de terras indígenas e áreas de preservação, além da instalação de garimpos ilegais”.

    Edição: Jaqueline Deister

    ambientalistas assassinatos crime pará
    Compartilhe! Facebook Twitter WhatsApp
    Filipe Cabral

    Repórter da Agência Pulsar Brasil.

    Posts Relacionados

    Círio de Nazaré reúne 2,5 milhões em Belém às portas da COP-30

    Organizações criticam manobras do governador do Pará envolvendo florestas

    Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública repudia projeto de extinção da Funtelpa

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    Translate
    Mais recentes
    outubro 16, 2026

    Lula defende conquistas do governo, promete ampliar programas sociais e critica projeto político de Flávio Bolsonaro

    outubro 16, 2026

    Segundamente debate segurança pública como desafio para a democracia

    outubro 15, 2026

    Senado aprova fim da escala 6×1, mas PL já anuncia retrocesso se Bolsonaro vencer 2º turno

    outubro 14, 2026

    Fórum de servidores públicos tem publicações retiradas pelo TSE e denuncia censura na internet

    Mais lidos
    Colunas
    maio 2, 20240

    Artigo | Produção de conhecimento a partir do jornalismo de quebrada

    Internacional
    novembro 9, 20230

    FMI investigará empréstimo bilionário feito à Argentina durante governo de Mauricio Macri

    Gênero
    novembro 6, 20230

    Mulheres são responsáveis por mais de 75% de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo, aponta relatório

    Internacional
    outubro 26, 20230

    Eleições na Argentina: apoio de Bullrich a Milei gera crise entre oposição no segundo turno

    Internacional
    outubro 20, 20230

    Eleições na Argentina: entenda como está a disputa presidencial às vésperas da votação

    Internacional
    outubro 16, 20230

    Governo argentino denuncia candidato de extrema-direita por “intimidação pública” após disparada do dólar no país

    • Facebook
    • Twitter
    Agência Informativa Pulsar Brasil
    Um programa da Amarc Brasil


    QUEM SOMOS contato@agenciapulsarbrasil.org
    Com o apoio de:

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.