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    eleições 2026

    Vota.AÍ é lançado como ferramenta de educação cívica para as eleições de 2026

    Experiência digital do Instituto Vladimir Herzog democratiza informações públicas sobre candidaturas ao Senado, como parte da campanha “Construindo a democracia que queremos”
    setembro 22, 2026Nenhum comentário5 min para ler
    A iniciativa coloca o foco na eleição no Senado Federal e nas pautas de interesse do eleitor e da eleitora (Arte: Construindo a democracia que queremos / Reprodução)

    Via Instituto Vladimir Herzog

    O Instituto Vladimir Herzog lançou nesta quarta-feira (26) o Vota.AÍ, ferramenta digital de educação cívica criada para ajudar eleitoras e eleitores a compreender o papel do Senado Federal, acessar informações públicas sobre as candidaturas e refletir sobre suas escolhas nas eleições de 2026.

    A iniciativa foi apresentada a jornalistas durante um evento realizado na sede do Instituto, em São Paulo. Com abrangência nacional, o Vota.AÍ reúne aplicativo gamificado, chatbot e conteúdos educativos em uma jornada interativa voltada à informação eleitoral e ao fortalecimento da participação cidadã.

    O Vota.AÍ é a principal ferramenta da campanha “Construindo a democracia que queremos”, desenvolvida pelo Instituto Vladimir Herzog diante de um cenário marcado pela circulação de desinformação e pela dificuldade de acesso a informações confiáveis sobre o funcionamento das instituições democráticas. A campanha articula comunicação pública, educação midiática e tecnologia para estimular o pensamento crítico e ampliar o acesso à informação qualificada.

    “Em uma eleição marcada pelo excesso de informações e pela desinformação, o desafio é ampliar as condições para que ele faça sua própria escolha. O Vota.AÍ organiza informações públicas, apresenta perguntas e convida à reflexão”. Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog

    O foco inicial da plataforma são as eleições para o Senado Federal. Além de reunir informações sobre as candidaturas, a experiência busca ampliar o conhecimento sobre as atribuições da Casa e sobre a influência das decisões tomadas por senadores e senadoras na vida pública brasileira.

    O ponto de partida da iniciativa é sintetizado na primeira frase de seu manifesto: “Construir o futuro também é uma escolha.” O documento chama atenção para o desafio de tomar decisões em um ambiente no qual redes sociais, conteúdos fragmentados e informações falsas disputam continuamente a atenção das pessoas:

    “Em 2026, milhões de pessoas irão às urnas decidir os próximos caminhos do país. Mas, em meio à velocidade das redes, ao excesso de informações e à circulação constante de desinformação, uma pergunta permanece: como escolher com clareza quando tudo parece disputar nossa atenção ao mesmo tempo?”

    Como funciona o Vota.AÍ

    Ao acessar o Vota.AÍ, a pessoa percorre uma jornada composta por situações inspiradas em desafios da vida pública. Durante a experiência, responde a perguntas e indica os temas e critérios que considera relevantes para o país. A proposta é estimular a reflexão sobre decisões públicas, apresentar informações sobre o funcionamento do Senado e facilitar o contato com dados disponíveis sobre as candidaturas.

    Ao final do percurso, a ferramenta apresenta dados a partir de informações públicas sobre as candidaturas ao Senado.

    Esse resultado não constitui uma indicação de voto. O Vota.AÍ não recomenda candidatos, não orienta escolhas eleitorais, não estabelece rankings e não classifica candidaturas como melhores ou piores. A finalidade é organizar informações e oferecer referências para que cada pessoa possa fazer sua própria avaliação.

    Informações públicas e metodologia transparente

    A metodologia do Vota.AÍ foi estruturada a partir de cinco princípios: uso exclusivo de informações públicas e verificáveis; classificação temática baseada em documentos e registros oficiais; transparência dos critérios adotados; linguagem objetiva e não opinativa; e respeito à autonomia das pessoas usuárias.

    Quando identifica possíveis tensões entre respostas fornecidas ao longo da jornada, a ferramenta pode apresentar conteúdos adicionais de reflexão. Esses momentos não modificam o resultado nem funcionam como mecanismos de indução de comportamento. A intenção é permitir que o usuário considere os possíveis efeitos de diferentes escolhas e políticas públicas.

    A metodologia completa e o conjunto restrito de fontes utilizadas pela plataforma integram os materiais de transparência da iniciativa. O Instituto também ressalta que a base informacional do Vota.AÍ é composta por documentos, registros oficiais e outras fontes públicas verificáveis.

    O desenvolvimento do projeto foi acompanhado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o Instituto Vladimir Herzog, a metodologia foi construída e revisada a partir desse diálogo, que envolveu questões relacionadas ao tratamento de informações sobre candidaturas, à transparência dos critérios e ao uso de tecnologia e inteligência artificial.

    “Quando uma ferramenta trabalha com informações eleitorais, seus critérios e seus limites precisam estar muito claros. O diálogo com o TSE e a AGU contribuiu para revisar a metodologia e reforçar um princípio central: o Vota.AÍ não recomenda candidaturas, não cria rankings e não classifica nomes como melhores ou piores. A tecnologia está a serviço da informação e da autonomia do eleitor, e não da indução de voto”, diz Sottili.

    Educação para o voto

    A iniciativa parte da avaliação de que parte das decisões eleitorais é tomada com base em informações fragmentadas, desinformação ou baixo conhecimento sobre o funcionamento das instituições. O projeto busca responder a esse problema com uma experiência acessível, educativa e compartilhável, baseada em informações públicas e verificáveis.

    Entre os objetivos da campanha estão facilitar o acesso a informações sobre candidaturas, promover educação política e midiática, estimular o pensamento crítico e contribuir para o enfrentamento da desinformação eleitoral. A iniciativa é dirigida ao eleitorado em geral e terá circulação nacional.

    A mobilização convida pessoas, organizações e parceiros a ampliar a circulação de informações qualificadas e estimular uma postura mais atenta diante dos conteúdos consumidos durante o período eleitoral. Nas palavras do manifesto, a proposta é ajudar mais pessoas a “parar, pensar, verificar e participar”.

    “Informação qualificada é uma condição para a participação democrática. Queremos contribuir para que o eleitor conheça melhor as instituições, consulte as fontes disponíveis e reflita sobre aquilo que considera importante para o futuro do país. Escolher com autonomia também é uma forma de construir a democracia que queremos”, conclui Rogério Sottili.

    O projeto tem como parceiros Tijolo Estúdio, Pyr Marcondes, Bruna Pereira e Ricardo Fagner Castelo Branco.

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