Via Coordinadora de Medios Locales*
Os recentes terremotos registrados em diversas partes do interior do Peru evidenciaram, mais uma vez, uma realidade que muitas vezes passa despercebida: quando ocorre uma emergência, as rádios e televisões locais são os primeiros veículos de comunicação a chegar ao local, junto com a população, informando, orientando e dando visibilidade ao que está acontecendo.
Nas últimas semanas, foram registrados tremores em regiões como Ayacucho, Junín, Amazonas, Tumbes e Arequipa, alguns de magnitude considerável, causando danos pessoais, residências afetadas, comprometimento da infraestrutura e comunidades necessitando de informações imediatas e comunicação com suas famílias durante as primeiras horas.
No local desde o primeiro minuto
Em cada uma dessas emergências, as emissoras de rádio locais desempenham um papel fundamental desde os primeiros minutos. Enquanto as autoridades coletavam informações e os órgãos nacionais começavam a avaliar os danos, jornalistas, comunicadoras e comunicadores das próprias comunidades já transmitiam depoimentos, reportando estradas danificadas, estragos nas casas e necessidades urgentes.
Em muitos lugares, o rádio tornou-se uma ponte vital entre pessoas afetadas e suas famílias, permitindo conhecer a situação em comunidades remotas, localizar pessoas, transmitir pedidos de ajuda e manter conectada à população necessitada de orientação e apoio.
A comunidade mais perto
Posteriormente, esses mesmos meios de comunicação foram essenciais para aproximar as demandas dos cidadãos e cidadãs às prefeituras, governos regionais, Defesa Civil e outras instituições públicas, contribuindo a garantir que a ajuda e a assistência chegassem aos locais onde eram necessárias.
A televisão local também desempenhou um papel crucial. Graças a jornalistas e equipes que conhecem a região e estão permanentemente alocados em essas cidades, foi possível obter imagens em primeira mão de casas, estradas, prédios públicos danificados e comunidades afetadas.
Portanto, cada emergência nos lembra que o rádio e a televisão locais não são meios de comunicação secundários: são parte essencial da infraestrutura social e de comunicação de cada cidade e comunidade no Peru. Quando um desastre acontece, enquanto outros ainda estão chegando, o rádio e a televisão locais já estão aí.
* Original divulgado em espanhol. Tradução da Pulsar Brasil.

